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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Imagem não é tudo

Patrícia Rapôso

Seduzir, influenciar. Esses quesitos são importantes na publicidade, principalmente quando o assunto abordado é a redação. Ela consiste em produzir textos criativos para persuadir o leitor a consumir determinado produto, marca ou serviços e, também, sustentar a idéia transmitida pelas imagens.

Segundo a professora de Língua Portuguesa, Beatriz Pacheco, a grande diferença entre um texto publicitário e os textos tradicionais é a concisão. “O redator tem que colocar muitas idéias em poucas palavras. Precisa usar a criatividade e a inovação, diferente de outros textos como, por exemplo, o jurídico”, diz.
Os universitários também possuem uma opinião formada sobre o assunto. Para a aluna do 7° período de Publicidade, Nayla Andrade, o maior desafio do redator publicitário é encontrar elementos que não façam o texto ficar cansativo. Já para a estudante Ana Paula Elis, também do 7º período, a dificuldade é outra. “Acho que o grande desafio é adaptar o texto ao seu público-alvo. Utilizar a linguagem adequada, com certeza, conta muito”, afirma.
A publicitária Lúcia Alvez, prestadora de serviços da editora Novo Mundo Cultural, de Resende, e ex-aluna do UBM, assegura que até mesmo profissionais atuantes do mercado encontram dificuldade em produzir um texto. “A grande questão é encontrar a linguagem certa para ser direcionada a cada público”, diz.
Para que um texto tenha qualidade e fique claro aos olhos do consumidor, é preciso que o redator tenha conhecimento. É o que diz o professor de Publicidade, Magno Carvalho. “O redator deve ler bastante, devorar o máximo de cultura possível, porque precisa saber como se comunicar com grupos distintos. Ele tem o desafio de propor de maneira criativa essa comunicação, tendo como limites o briefing, o público-alvo e a estratégia definida”, argumenta.
ÚLTIMA IMPRESSÃO É A QUE FICA
Celso Figueiredo

Em seu segundo livro pela Thomson, o professor, pesquisador e consultor em comunicação Celso Figueiredo mergulha no inexplorado campo do fecho das mensagens. Traçando um panorama da evolução da redação publicitária, estabelecem-se distinções estratégicas e teóricas para assinaturas de campanha, slogans e bordões. O livro analisa em profundidade quais as funções comunicativas de cada um dos elementos e traça um interessante quadro evolutivo destes. Leitura fundamental para redatores e estudantes de publicidade que buscam aumentar a eficiência de suas campanhas publicitárias utilizando as ferramentas certas para cada necessidade de comunicação, o livro mostra que, ao contrário do ditado, a última impressão é a que fica.

REDAÇÃO PUBLICITÁRIA - SEDUÇÃO PELA PALAVRA
Celso Figueiredo


"Redação Publicitária: Sedução pela Palavra" apresenta, de forma clara e objetiva, as estratégias de persuasão utilizadas pela publicidade. Desconstrói o anúncio examinando as características de cada um de seus elementos e analisa todos os tipos de anúncio ao mesmo tempo em que correlaciona os aspectos da redação publicitária aplicada a cada uma das mídias. Propõe o uso de diferenciadas estratégias de mensagem para cada situação de comunicação, pois, como afirma o jornalista Matinas Suzuki Jr. ao prefaciar este livro: "A comunicação moderna se tornou fragmentária e complexa. Não se pode mais pensar em publicidade apenas intuitiva, fruto da inspiração pura. É necessário conhecer os conceitos, as técnicas e o contexto que levam às palavras certas para a comunicação certa". Ao levar em consideração as estratégias de persuasão do texto publicitário, o autor utiliza-se também das cores e dos elementos visuais como recurso didático, despertando no leitor a consciência da importância de se fazer a leitura de campanhas/anúncios atendo-se não apenas ao texto, mas, também, à imagem.

REDAÇÃO PUBLICITÁRIA
João Anzanello Carrascoza

Ideal para profissionais e estudantes da área de propaganda, publicidade e comunicação. Livro de adoção para as disciplinas de Redação Publicitária, Teoria e Técnica de Publicidade e Linguagem Publicitária. Redação publicitária não é apenas um livro-texto, mas também e sobretudo um referencial para qualquer pessoa que se comunica.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Livros recomendados

A professora Marlene Fernandes recomenda dois livros que todo acadêmico de Comunicação Social deveria ler. Marlene é professora dos Cursos de Comunicação Social, Ciências Contábeis e Direito. Ela ministra as disciplinas Métodos e Técnicas de Pesquisa, Pesquisa aplicada à Comunicação, Introdução às Ciências Políticas, Comunicação e Novas tecnologias, Atividades Complementares e Planejamento de Projeto de Final de Curso.


PAIVA, Anabela e RAMOS, Silvia. Mídia e Violência: tendências na cobertura de criminalidade e segurança no Brasil. Rio de Janeiro: IUPERJ, 2007.

“Escrito por um qualificado grupo de pesquisadores da Universidade Cândido Mendes, o livro traz um olhar sobre como a mídia trata a violência e mostra as conseqüências disso. E ainda, relata como a mídia vem mudando em relação à cobertura da violência. Os jornalistas já não agem mais como investigadores ou policiais, houve uma evolução da consciência de seu verdadeiro papel”.

Os tópicos do livro são:

* Mudanças na cobertura de polícia e segurança pública;
* Dependentes do BO: como ir além das fontes policiais
* Bandidos na imprensa
* Cobertura de favelas e periferias
* Segurança do profissional de imprensa
* Seqüestros e suicídios
* Temas que não aparecem nas coberturas
* Estatísticas de segurança: para que servem e como usá-las
* Guia de fontes
* Lista de entrevistados

Para fazer o download deste livro, clique aqui. (Arquivo em RAR, formato PDF)
Para ler matéria da Marina Lemle sobre o livro, visite o site: ComunidadeSegura.org


COSTA, Cristiane. Pena de aluguel: jornalistas escritores no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.


“O livro discute o texto jornalístico fazendo uma retrospectiva de grandes escritores, como Machado de Assis e Lima Barreto, que começaram a escrever em jornais. E relata a entrada do modelo norte-americano do lead nas redações e como estes escritores resistem a isso. Neste momento de empobrecimento do texto jornalístico, é importante tentar recuperar a narrativa”.

Para mais informações, visite o site da autora: Cristiane Henriques Costa.