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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Curso gratuito de jornalismo digital será oferecido pelo Centro Knight de Jornalismo nas Américas

Patrícia Rapôso


Os jornalistas brasileiros terão mais uma oportunidade para se capacitar. Isso porque o Centro Knight de Jornalismo nas Américas abriu inscrições para o curso Introdução do Jornalismo 2.0: Oportunidades e Desafios na Era Digital.


Ele é voltado para jornalistas brasileiros e será ministrado via internet, entre os dias 21 de julho e 17 de agosto de 2008. As vagas serão limitadas e as inscrições poderão ser feitas até o dia 13 de julho.


O curso foi desenvolvido pelo professor brasileiro Carlos Castilho, que traduziu para português o livro Mark Briggs: Jornalismo 2.0: Como sobreviver e prosperar: Um guia de cultura digital na era da informação.


O curso vai introduzir os conceitos: incluindo novas ferramentas para o webjornalismo; weblogs e podcasts: jornalismo alternativo; áudio e fotos digitais no jornalismo online; interatividade entre jornalistas e público da era digital e convergência de mídias: o novo desenvolvimento jornalístico.


Os estudantes que completarem o curso receberão um certificado de participação do Knight Center of Jounalism in the Américas at the University of Texas at Austin.



Confira aqui o endereço das inscrições.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Dia do Jornalismo é comemorado hoje

Paola Fajonni

Hoje é comemorado o dia do jornalismo. A data, frequentemente confundida como dia do jornalista, em 29 de janeiro, é festejada junto com o aniversário de cem anos da fundação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Apesar de ser uma data festiva, não há muito o que celebrar, de acordo como jornalista e professor Álvaro Britto. Segundo ele, deve-se lamentar, tendo em vista os últimos acontecimentos, como a recente demissão de Paulo Henrique Amorim do Portal IG e a morte de Sérgio de Souza (em 25 de março), um dos fundadores da revista Caros Amigos.

Com relação à alteração da Lei de Imprensa, a jornalista Flávia Resende, editora da Folha do Interior, diz que é favorável. "A suspensão de alguns artigos foi uma boa mudança. A Lei era antiga, criada no perído militar, onde havia a questão de sempre preservar a informação a favor do poder da época. Mas ainda há muita coisa para ser discutida sobre isso", salienta.

O jornalismo é uma área onde se manter bem informado é essencial, pois só assim é possível informar aos outros. para a jornalista Madalena Venâncio, editora do jornal A Voz da Cidade, jornalismo é também "trabalhar para o próximo". A pesar de, às vezes, ter que lidar com situações desagradáveis como morte e violência, ela dis gostar da profissão. "Você escreve para um público, divulgando informações. Isso é doar seu trabalho", comenta, parecendo satisfeita em manter as pessoas atualizadas sobre os acontecimentos.

Apesar de ser uma atividade em que o profissional geralmente passa despercebido, o jornalismo desperta grande interesse. Hoje, segundo o MEC, há cerca de 356 cursos de graduação na área, em todo o Brasil. E o número cresce a cada ano. Talvez com isso, algum dia, um feriado seja declarado em 7 de abril.

Confira agora, na íntegra, o comunicado que entidades ligadas à imprensa divulgaram hoje.

“Hoje nós somos a pauta, em defesa da liberdade de imprensa e da democracia na comunicação

Conscientes da sua função social, na qual se destaca a responsabilidade de defender o direito do cidadão à informação de qualidade, ética, plural e democrática, os jornalistas brasileiros comemoram o 7 de abril reafirmando as grandes lutas que, ultimamente, têm marcado a nossa pauta: a exigência de uma nova Lei de Imprensa e do fim da violência e ataques contra as liberdades de expressão, do jornalismo e dos jornalistas; a construção de uma Conferência Nacional de Comunicação com participação da sociedade; a garantia das conquistas da categoria e o avanço na valorização da profissão.

Ratificamos a necessidade imperiosa de uma nova Lei de Imprensa em substituição a um dos entulhos da ditadura, a Lei 5.250 que já existe há 40 anos e além de ultrapassada, não atende aos interesses do jornalismo, da categoria e da sociedade. A FENAJ e seus 31 Sindicatos filiados defendem a imediata aprovação do PL 3.232/92, o chamado substitutivo Vilmar Rocha, que dorme na Câmara dos Deputados há mais de 10 anos, pronto para a votação em plenário desde agosto de 1997.

Conclamamos outras entidades representativas da sociedade e a categoria dos jornalistas como um todo para aderirem à campanha que a Federação e os Sindicatos dos Jornalistas já desenvolvem, com o objetivo de sensibilizar o Congresso Nacional e os parlamentares federais em cada estado para a urgência de revogar a lei atual e substituí-la por uma nova e democrática Lei de Imprensa.

Acreditamos que a aprovação desta nova Lei faz parte das nossas lutas-maiores pela liberdade de imprensa e democracia na comunicação no Brasil, que vêm sofrendo ataques através das mais diversas formas de violência contra o jornalismo e os jornalistas: censuras e cerceamentos econômicos, políticos, sociais e morais externos ou pelos patrões, intimidações, perseguições, assédios judiciais, agressões verbais e físicas por agentes públicos e privados descontentes com a cobertura jornalística sobre seus atos e interesses.

Reafirmamos que igualmente é nossa tarefa cotidiana - e na qual também colocamos imenso empenho - construir a realização de uma Conferência Nacional de Comunicação ampla, democrática, com efetiva interferência da população brasileira. Uma Conferência que envolva representação da sociedade civil, do governo e do empresariado, com três eixos temáticos: meios de comunicação, cadeia produtiva e sistemas de comunicação.

Neste 2008, quando celebramos 200 anos de imprensa no Brasil, 70 anos da nossa primeira regulamentação profissional, 100 anos de fundação da ABI e 90 anos do primeiro congresso nacional da categoria, também assinalamos como agenda diária dos jornalistas a denúncia do arrocho salarial, do desemprego e da precarização das relações trabalhistas e a reivindicação de melhores condições de trabalho. Com o mesmo peso, pautamos a defesa da obrigatoriedade da formação universitária especifica, um dos pilares da nossa regulamentação, e da constituição de um Conselho Federal dos Jornalistas que, como os demais conselhos profissionais existentes no país, garanta à nossa categoria a auto-regulação da profissão.

A FENAJ e seus Sindicatos, neste 7 de abril de 2008, nosso Dia, parabenizam os jornalistas do Brasil - profissionais e professores -, além dos estudantes de jornalismo. Celebramos com vocês e com a sociedade, cujo direito à informação é a razão maior das nossas grandes e pequenas lutas, as vitórias já alcançadas ao longo destes 200 anos de imprensa no país. Ao mesmo tempo, fazemos uma convocação: pelo papel social desempenhado pelo jornalismo e jornalistas, continuemos firmes nas batalhas pelo fortalecimento e valorização da profissão, pela liberdade de imprensa e democracia na comunicação.

Brasília, 7 de abril de 2008.

FENAJ Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicato dos Jornalistas do Acre
Sindicato dos Jornalistas de Alagoas
Sindicato dos Jornalistas do Amapá
Sindicato dos Jornalistas do Amazonas
Sindicato dos Jornalistas da Bahia
Sindicato dos Jornalistas do Ceará
Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal
Sindicato dos Jornalistas de Dourados
Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo
Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas de Goiás
Sindicato dos Jornalistas de Juiz de Fora
Sindicato dos Jornalistas de Londrina
Sindicato dos Jornalistas do Maranhão
Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso
Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso do Sul
Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais
Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas do Pará
Sindicato dos Jornalistas da Paraíba
Sindicato dos Jornalistas do Paraná
Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco
Sindicato dos Jornalistas do Piauí
Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte
Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul
Sindicato dos Jornalistas de Rondônia
Sindicato dos Jornalistas de Roraima
Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina
Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
Sindicato dos Jornalistas de Sergipe
Sindicato dos Jornalistas de Tocantins”

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Thereza Gerhard

Como é meu último dia de estágio na AGEXP - Agência Experimental de Comunicação - no setor de Jornalismo, publico o texto que a próxima estagiária redigiu em sua prova de seleção. Ela me entrevistou sobre a minha vida profissional e acadêmica, e ainda colocou um jabá do blog e contou como ele surgiu. O texto fica como uma despedida.

Que o blog continue sendo atualizado pela Patrícia e que ela tenha muito sucesso em seu período de estágio. Obrigada pela visita!


Patrícia Rapôso


Thereza Cristina Gerhard da Gama Garcia
, 20 anos, nasceu em Niterói e mudou-se para Vassouras quando tinha apenas 3 anos.

Na época de prestar vestibular, ela não tinha muita certeza da carreira que pretendia seguir. Sabia apenas que não faria nada da área de exatas nem de saúde. Suas idéias só começaram a ficar menos confusas após ler um livro que falava de um publicitário e da vida que ele levava.

Após uma visita à TV Rio Sul, Thereza foi aconselhada a fazer seu curso no UBM, por ficar na própria região em que ela morava. Ela seguiu o conselho, mas, também, fez provas para diversas universidades públicas.

Em 2005, ela iniciou sua vida universitária no UBM, porém, nos dois primeiros períodos da faculdade percebeu que publicidade não era bem o que queria e acabou optando por jornalismo.

Em setembro de 2006, começou a trabalhar no setor de 0800 do Núcleo de Comunicação Social (NCS). Além de não ser sua área, Thereza achou o trabalho desgastante. No final do ano, ainda trabalhando no setor, resolveu fazer a prova da AGEXP. Durante uma entrevista coletiva com o professor Afrânio Moutinho, ela disputou o estágio com vários alunos, ficando em terceiro lugar.

Em fevereiro
, com a saída de uma estagiária, ela foi chamada para trabalhar. Logo em março, já tinha sua primeira matéria publicada no Informativo Entrelinhas.
Thereza afirma que cresceu profissionalmente dentro da agência, percebendo também a melhoria em seu texto e menos inibição ao entrevistar as pessoas. Com o trabalho diário, entrevistando professores de outros cursos, alunos e ex-alunos, acabou aceitando algumas sugestões que eles davam.

Durante o tempo trabalhando no Entrelinhas
, a estagiária fez diversas matérias de assuntos atuais, assuntos ligados ao curso e à instituição, além de matérias referentes à ex-alunos, que davam dicas sobre o marcado de trabalho. Fez também uma série de reportagens sobre religiões e, algumas delas surpreenderam os leitores do informativo, por serem crenças muito diferentes das convencionais.

Thereza conta que aprendeu a diagramar com a ex-estagiária da AGEXP e ainda não possui nenhum curso de Pagemaker. Segundo ela, as dicas que o professor-orientador de publicidade sugeria em relação à diagramação e títulos de matérias foram muito válidas, já que ela nunca tinha trabalhado na área.

Foi dela, também, a idéia de fazer o blog do Entrelinhas. “O professor de webjornalismo pediu que fizéssemos um blog para ele ver a evolução dos nossos textos. Então, resolvi colocar as matérias que fazia para o Entrelinhas”, conta.

Inicialmente, o blog levava seu nome no endereço. Após perceber que não havia nenhuma outra matéria, a não ser as publicadas no informativo, Thereza decidiu priorizar definitivamente as publicações com o conteúdo do jornal, colocando mais fotos e fazendo alguns complementos nos textos. A primeira postagem do blog foi uma crônica, de sua autoria, falando sobre amizade. “Foi a primeira crônica que o entrelinhas publicou no ano”, comenta.

Thereza deixará a AGEXP com a garantia de continuar seu trabalho. Ela começará a trabalhar no jornal AQUI, de Volta Redonda, a partir do dia 03 de dezembro tendo que cumprir, inicialmente, três meses de experiência para dar continuidade ao estágio.

Thereza tem planos de prosseguir com a vida acadêmica quando acabar a graduação, pretendendo, assim que se formar, iniciar um curso de pós-graduação na área de webjornalismo. A escolha é a mesma de seu trabalho de conclusão de curso.

Fez atividade complementar na área de produção e edição e acredita que não leva muito jeito para o telejornalismo, nem para trabalhar em rádio.

Sua relação com a fotografia é muito íntima. Com uma câmera na mão, sai fotografando tudo, mas faz isso como um hobbie, já que não possui experiência na área de fotojornalismo. Ela afirma que, também, quer ter experiência em revista, já que oferece um tempo maior de apuração das notícias.

A mensagem
que ela deixa para os próximos estagiários da AGEXP é aproveitar a interação e ficar atento. “Aproveitem a interação das três áreas, não cometam os mesmos erros e procurem humanizar as matérias. Gostaria, também, que voltassem a ser publicadas matérias sobre publicidade, as diversas área de atuação de um jornalista e que houvesse maior divulgação para o blog do Entrelinhas”, conclui.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Livros recomendados

A professora Marlene Fernandes recomenda dois livros que todo acadêmico de Comunicação Social deveria ler. Marlene é professora dos Cursos de Comunicação Social, Ciências Contábeis e Direito. Ela ministra as disciplinas Métodos e Técnicas de Pesquisa, Pesquisa aplicada à Comunicação, Introdução às Ciências Políticas, Comunicação e Novas tecnologias, Atividades Complementares e Planejamento de Projeto de Final de Curso.


PAIVA, Anabela e RAMOS, Silvia. Mídia e Violência: tendências na cobertura de criminalidade e segurança no Brasil. Rio de Janeiro: IUPERJ, 2007.

“Escrito por um qualificado grupo de pesquisadores da Universidade Cândido Mendes, o livro traz um olhar sobre como a mídia trata a violência e mostra as conseqüências disso. E ainda, relata como a mídia vem mudando em relação à cobertura da violência. Os jornalistas já não agem mais como investigadores ou policiais, houve uma evolução da consciência de seu verdadeiro papel”.

Os tópicos do livro são:

* Mudanças na cobertura de polícia e segurança pública;
* Dependentes do BO: como ir além das fontes policiais
* Bandidos na imprensa
* Cobertura de favelas e periferias
* Segurança do profissional de imprensa
* Seqüestros e suicídios
* Temas que não aparecem nas coberturas
* Estatísticas de segurança: para que servem e como usá-las
* Guia de fontes
* Lista de entrevistados

Para fazer o download deste livro, clique aqui. (Arquivo em RAR, formato PDF)
Para ler matéria da Marina Lemle sobre o livro, visite o site: ComunidadeSegura.org


COSTA, Cristiane. Pena de aluguel: jornalistas escritores no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.


“O livro discute o texto jornalístico fazendo uma retrospectiva de grandes escritores, como Machado de Assis e Lima Barreto, que começaram a escrever em jornais. E relata a entrada do modelo norte-americano do lead nas redações e como estes escritores resistem a isso. Neste momento de empobrecimento do texto jornalístico, é importante tentar recuperar a narrativa”.

Para mais informações, visite o site da autora: Cristiane Henriques Costa.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

AGEXP proporciona experiência aos alunos

Objetivo é capacitar profissionais para o mercado de trabalho


Patrícia Rapôso e Thereza Gerhard




Clique na imagem para ampliar


A Agência Experimental do Curso de Comunicação Social - AGEXP - foi criada em 2002, com base em uma determinação do Ministério da Educação: proporcionar atividades práticas aos alunos. A Agência agrega as três habilitações do Curso, oferecidas pelo UBM: Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas, através das quais os estagiários desenvolvem trabalhos orientados por um professor específico de cada área.

O setor de Jornalismo, sob orientação do professor Luis Cláudio Hermógenes, proporciona aos alunos aprimoramento de técnicas jornalísticas e aperfeiçoamento de textos. Hermógenes foi responsável pela idealização do informativo Entrelinhas, além de manter a periodicidade do Jornal Mural.

Segundo ele, o ano de 2007 foi de criação e produção. “Os trabalhos ganharam maior visibilidade e tiveram maior produção. Houve também o desenvolvimento do blog do Entrelinhas (entrelinhasubm.blogspot.com), proporcionando a publicação das matérias em uma mídia diferente”, ressalta.

Na área de Publicidade, com orientação do professor Afrânio Moutinho, são desenvolvidos cartazes, panfletos, folders, charges, faixas e outros trabalhos referentes à criação, além da diagramação do Jornal Mural.

Ao ser perguntado sobre o progresso dos alunos, o professor afirma: “A evolução depende da busca que o aluno está percorrendo para chegar até ela. E eles não querem perder tempo dentro da AGEXP, sem buscar conhecimento”.

A professora-orientadora Salete Leone, que coordena as atividades de Relações Públicas, ajuda os alunos a elaborarem planejamentos, pesquisas, projetos e eventos, como o Bar Acadêmico e o Conexão Cultural. “Além disso, damos apoio à Atividade Complementar, aos projetos dos professores e outros eventos do Curso de Comunicação”, afirma.

O ano de 2007 teve um saldo positivo, também pelo Conexão Cultural - No Limite. “O evento foi um marco porque envolveu vários cursos além da Comunicação”, salienta.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Revista Imprensa promove Seminário

Jornalismo do Futuro e o Futuro do Jornalismo


Na próxima segunda-feira, 1º de Outubro, a revista IMPRENSA, que está comemorando 20 anos, promove, com o patrocínio da Petrobras, o seminário O Jornalismo do futuro e o futuro do jornalismo. O evento acontece na cidade do Rio de Janeiro (RJ), nas dependências do Hotel Glória, à Rua do Russel, 632, com entrada gratuita.

O encontro abordará as mudanças tecnológicas, de mercado e da economia, além da maneira como elas influenciam no agir social e no jornalismo. O objetivo é reunir profissionais, estudantes, professores e pesquisadores de comunicação para um diálogo aberto sobre o atual estado, o futuro e as perspectivas do jornalismo brasileiro e mundial, numa conexão entre as mais diversas editorias (cultura, responsabilidade social, meio ambiente, economia, internacional e esporte), e as relações de troca que as redações estabelecem com a sociedade na construção das pautas cotidianas.

Entre os palestrantes e mediadores estão alguns dos mais renomados e bem sucedidos jornalistas, produtores de conteúdo e executivos de mídia do Brasil.

Jornalismo do futuro e o futuro do jornalismo está dividido em uma conferência de abertura com os profissionais Caio Túlio Costa (IG), Ricardo Kotscho (Revista Brasileiros) , Sidney Rezende (Globo) e Ricardo Noblat (blog do Noblat), e dois painéis temáticos: "As grandes pautas e a agenda cotidiana" e "A agenda cotidiana em grandes pautas", com a participação de George Vidor (Globo News), Mário Andrada (Reuters), Mário Magalhães (Folha de S.Paulo), dentre outros.


Programação

10h00
Conferência de Abertura
Palestrante: Caio Túlio Costa (iG)
Debatedores: Ricardo Kotscho (Revista Brasileiros) e Ricardo Noblat (Blog do Noblat).
Moderador: Sidney Rezende (Globo)

O tema proposto pela organização do seminário é a relação entre comunicação, jornalismo, empresas e tecnologia. Basicamente, o que se pretende com essa conferência é abrir um campo de reflexão sobre o papel das novas tecnologias e na construção de um novo modelo de relacionamento entre as empresas, redações e a sociedade.

Questões de fundo:
as companhias serão também produtoras de conteúdo? Como elas vão fazer uso da tecnologia para se relacionar com seus públicos? Qual é o papel da Internet nesse cenário? Como ficam, portanto, as atribuições do jornalismo e dos jornalistas? E das assessorias de imprensa? O conferencista tem, aproximadamente, 25 a 30 minutos para expor suas idéias e os debatedores, 15 minutos.

11h00
Painel I
As grandes pautas e a agenda cotidiana
Participantes: George Vidor (Pauta Energia, Globonews), Washington Novaes (Pauta Meio Ambiente, TV Cultura) e Mario Andrada (Pauta Internacional, Reuters).
Moderador: Paulo Totti (Valor Econômico)

Pelo seu caráter mais abrangente, mais global e menos palpável, as pautas de Energia, Internacional e Meio Ambiente acabam ficando, muitas vezes, distantes da realidade cotidiana, embora, sabemos, os fatos que envolvem esses assuntos têm impacto direto sobre a vida de cada um dos cidadãos. A intenção desse painel é levantar um questionamento acerca da relação entre jornalismo e sociedade, no geral, e na importância dessas coberturas, particularmente. Como se relacionam, entre si, estas pautas? O que pode ser feito para que elas se aproximem da realidade do leitor/espectador/ ouvinte/usuá rio? Como convencer de que esses temas são importantes e merecem uma cobertura mais aprofundada e sistemática? Essas são algumas perguntas que o painel pode provocar.

14h30
Painel II
A agenda cotidiana em grandes pautas
Participantes: Amelia Gonzales (Pauta Responsabilidade Social, O Globo), Zuenir Ventura (Pauta Cultura, O Globo) e nome a confirmar.
Moderador: Mário Magalhães (Folha de S.Paulo)

Presentes em maior ou menor grau no noticiário, as pautas de responsabilidade social, cultura e esportes precisam, sistematicamente, beber na sociedade dos fatos que alimentem sua cobertura. Na prática, elas sempre são confrontadas com a necessidade de novas abordagens, o que só é possível com novas fontes e um outro posicionamento, diferenciado, diante dos fatos que cotidianamente se oferecem para os jornalistas que cobrem essas áreas. Como cobrir esportes e cultura fugindo da abordagem ligada a eventos ou às instituições? Como essas pautas podem fazer diferença na vida do cidadão? Qual a relação entre os temas esportivos e culturais e a construção de novos paradigmas (mais sustentáveis, socialmente responsáveis, inclusivos) que permeia tanto a agenda do terceiro setor e da responsabilidade social?

17h00: Conferência de Encerramento

Informações
William Lara: (11) 8273-1178
Visite: www.trendcomunicacao.com.br

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

I Fórum dos Jornalistas do Sul RJ



Thereza Gerhard

O I Fórum dos Jornalistas do Sul do Estado do Rio de Janeiro será realizado dias 5 e 6 de outubro, no Sest/Senat de Barra Mansa. Haverá palestras sobre temas atuais sucedidas sempre por um debate e os participantes ganharão certificados no último dia. O Fórum será organizado pelo movimento Luta Jornalista do Sul-RJ, encabeçado pelos jornalistas Álvaro Brito e Maria Madalena, e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio. O evento será gratuito.

O Fórum tem o objetivo de fortalecer a organização sindical dos jornalistas da região e, segundo Álvaro Britto, reconhecer o Sindicato do Estado do Rio de Janeiro como legal e legítimo representante dos profissionais do interior do estado. “É importante que os futuros profissionais comecem a participar destes debates. São momentos muito ricos de trocas de experiências”, ressalta.

Na sexta-feira, dia 5, a abertura do Fórum terá a participação de sindicalistas, coordenadores de Cursos de Comunicação, membros da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e de movimentos como Luta Fenaj! e Luta Jornalista Sul-RJ! Durante o evento será realizado um ato em defesa da transparência nas concessões de rádio e televisão. Logo após, será relançado o prêmio ACIAP-VR de Jornalismo - Valéria Galvão.

No sábado, dia 6, haverá um ato de filiação ao sindicato dos jornalistas fluminenses. A plenária final aprovará a Carta de Barra Mansa e moções e também decidirá a sede do II Fórum. O encerramento e a entrega dos certificados serão às 18h.

A iniciativa de realização do I Fórum dos Jornalistas do Sul do estado foi aprovado no Congresso Extraordinário dos Jornalistas realizado em Vitória no começo do mês passado.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Reunião de Pauta

Ontem, dia 11, tivemos uma reunião de pauta e definimos os próximos dois Entrelinhas e o próximo jornal mural.

Uma das matérias principais será sobre a TV Pública e a outra sobre o Diploma de Jornalismo.

Alguma sugestão? Leu alguma notícia interessante sobre algum dos temas?

Mande pra gente. Comente ou envie um e-mail para jornalismo.agexp@ubm.br

Obrigada!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Novo Código de Ética dos Jornalistas



Thereza Gerhard


O Novo Código de Ética Profissional dos Jornalistas foi debatido e votado durante o Congresso Extraordinário dos Jornalistas, promovido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Espírito Santo.

Pouco mais de 100 jornalistas e estudantes representaram 20 estados brasileiros no encontro, realizado em Vitória no início do mês. Da região Sul Fluminense participaram o professor e jornalista Álvaro Britto, como observador, e a jornalista e assessora de Imprensa da Câmara de Vereadores de Resende, Maria Madelena, como delegada do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio.

A atualização do Código reafirma a função social dos jornalistas de oferecerem informação de qualidade, plural, responsável, ética e voltada ao interesse público. O prazo para a finalização do texto do novo código terminaria no final do mês de agosto. O documento será publicado pela Fenaj, para ampla divulgação em todo o país. Vale lembrar, que o antigo Código de Ética está em vigor desde 1987.


Modificações principais

– Confirma o dever de compromisso com a veracidade dos fatos, já previsto no antigo Código. O jornalista não pode deturpar informações ou declarações das fontes;
– estabelece que o jornalista deve respeitar os direitos das minorias;
– combate a atual disposição dos jornalistas de denunciar, punir ou julgar pessoas publicamente sem provas ou direito de resposta. O artigo visa lembrar que os jornalistas não estão acima da lei;
– adota a cláusula de consciência, segundo a qual, o jornalista poderá se recusar a executar pauta que entre em conflito com princípios do Código ou agrida as convicções do profissional. Porém, isto não pode ser usado como argumento ou desculpa para o jornalista deixar de ouvir pessoas com opiniões contrárias às dele;
– determina a obrigação do jornalista de informar claramente à sociedade quando uma matéria tiver caráter publicitário ou quando utilizar recursos que modifiquem imagens originais, como a fotomontagem;
– regulamenta, também, que o profissional não pode divulgar informações obtidas de maneira inadequada, como o uso de câmeras escondidas, identidades falsas ou microfones ocultos, a não ser se houver exigência de esclarecimento de informações relevantes para o interesse público, e desde que esgotados outros meios convencionais de apuração.

Além desses pontos, alguns outros assuntos estiveram em debate como o assédio moral e sexual e o limite entre o assessor de imprensa e o jornalista da redação. Apesar do esforço da Fenaj para criar novos parâmetros éticos para o jornalismo, o novo código não tem o poder de cassar diplomas. As penas são de efeito moral.

No site da Fenaj, pode-se encontrar a proposta de atualização do código de ética.