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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Dia do Jornalismo é comemorado hoje

Paola Fajonni

Hoje é comemorado o dia do jornalismo. A data, frequentemente confundida como dia do jornalista, em 29 de janeiro, é festejada junto com o aniversário de cem anos da fundação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Apesar de ser uma data festiva, não há muito o que celebrar, de acordo como jornalista e professor Álvaro Britto. Segundo ele, deve-se lamentar, tendo em vista os últimos acontecimentos, como a recente demissão de Paulo Henrique Amorim do Portal IG e a morte de Sérgio de Souza (em 25 de março), um dos fundadores da revista Caros Amigos.

Com relação à alteração da Lei de Imprensa, a jornalista Flávia Resende, editora da Folha do Interior, diz que é favorável. "A suspensão de alguns artigos foi uma boa mudança. A Lei era antiga, criada no perído militar, onde havia a questão de sempre preservar a informação a favor do poder da época. Mas ainda há muita coisa para ser discutida sobre isso", salienta.

O jornalismo é uma área onde se manter bem informado é essencial, pois só assim é possível informar aos outros. para a jornalista Madalena Venâncio, editora do jornal A Voz da Cidade, jornalismo é também "trabalhar para o próximo". A pesar de, às vezes, ter que lidar com situações desagradáveis como morte e violência, ela dis gostar da profissão. "Você escreve para um público, divulgando informações. Isso é doar seu trabalho", comenta, parecendo satisfeita em manter as pessoas atualizadas sobre os acontecimentos.

Apesar de ser uma atividade em que o profissional geralmente passa despercebido, o jornalismo desperta grande interesse. Hoje, segundo o MEC, há cerca de 356 cursos de graduação na área, em todo o Brasil. E o número cresce a cada ano. Talvez com isso, algum dia, um feriado seja declarado em 7 de abril.

Confira agora, na íntegra, o comunicado que entidades ligadas à imprensa divulgaram hoje.

“Hoje nós somos a pauta, em defesa da liberdade de imprensa e da democracia na comunicação

Conscientes da sua função social, na qual se destaca a responsabilidade de defender o direito do cidadão à informação de qualidade, ética, plural e democrática, os jornalistas brasileiros comemoram o 7 de abril reafirmando as grandes lutas que, ultimamente, têm marcado a nossa pauta: a exigência de uma nova Lei de Imprensa e do fim da violência e ataques contra as liberdades de expressão, do jornalismo e dos jornalistas; a construção de uma Conferência Nacional de Comunicação com participação da sociedade; a garantia das conquistas da categoria e o avanço na valorização da profissão.

Ratificamos a necessidade imperiosa de uma nova Lei de Imprensa em substituição a um dos entulhos da ditadura, a Lei 5.250 que já existe há 40 anos e além de ultrapassada, não atende aos interesses do jornalismo, da categoria e da sociedade. A FENAJ e seus 31 Sindicatos filiados defendem a imediata aprovação do PL 3.232/92, o chamado substitutivo Vilmar Rocha, que dorme na Câmara dos Deputados há mais de 10 anos, pronto para a votação em plenário desde agosto de 1997.

Conclamamos outras entidades representativas da sociedade e a categoria dos jornalistas como um todo para aderirem à campanha que a Federação e os Sindicatos dos Jornalistas já desenvolvem, com o objetivo de sensibilizar o Congresso Nacional e os parlamentares federais em cada estado para a urgência de revogar a lei atual e substituí-la por uma nova e democrática Lei de Imprensa.

Acreditamos que a aprovação desta nova Lei faz parte das nossas lutas-maiores pela liberdade de imprensa e democracia na comunicação no Brasil, que vêm sofrendo ataques através das mais diversas formas de violência contra o jornalismo e os jornalistas: censuras e cerceamentos econômicos, políticos, sociais e morais externos ou pelos patrões, intimidações, perseguições, assédios judiciais, agressões verbais e físicas por agentes públicos e privados descontentes com a cobertura jornalística sobre seus atos e interesses.

Reafirmamos que igualmente é nossa tarefa cotidiana - e na qual também colocamos imenso empenho - construir a realização de uma Conferência Nacional de Comunicação ampla, democrática, com efetiva interferência da população brasileira. Uma Conferência que envolva representação da sociedade civil, do governo e do empresariado, com três eixos temáticos: meios de comunicação, cadeia produtiva e sistemas de comunicação.

Neste 2008, quando celebramos 200 anos de imprensa no Brasil, 70 anos da nossa primeira regulamentação profissional, 100 anos de fundação da ABI e 90 anos do primeiro congresso nacional da categoria, também assinalamos como agenda diária dos jornalistas a denúncia do arrocho salarial, do desemprego e da precarização das relações trabalhistas e a reivindicação de melhores condições de trabalho. Com o mesmo peso, pautamos a defesa da obrigatoriedade da formação universitária especifica, um dos pilares da nossa regulamentação, e da constituição de um Conselho Federal dos Jornalistas que, como os demais conselhos profissionais existentes no país, garanta à nossa categoria a auto-regulação da profissão.

A FENAJ e seus Sindicatos, neste 7 de abril de 2008, nosso Dia, parabenizam os jornalistas do Brasil - profissionais e professores -, além dos estudantes de jornalismo. Celebramos com vocês e com a sociedade, cujo direito à informação é a razão maior das nossas grandes e pequenas lutas, as vitórias já alcançadas ao longo destes 200 anos de imprensa no país. Ao mesmo tempo, fazemos uma convocação: pelo papel social desempenhado pelo jornalismo e jornalistas, continuemos firmes nas batalhas pelo fortalecimento e valorização da profissão, pela liberdade de imprensa e democracia na comunicação.

Brasília, 7 de abril de 2008.

FENAJ Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicato dos Jornalistas do Acre
Sindicato dos Jornalistas de Alagoas
Sindicato dos Jornalistas do Amapá
Sindicato dos Jornalistas do Amazonas
Sindicato dos Jornalistas da Bahia
Sindicato dos Jornalistas do Ceará
Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal
Sindicato dos Jornalistas de Dourados
Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo
Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas de Goiás
Sindicato dos Jornalistas de Juiz de Fora
Sindicato dos Jornalistas de Londrina
Sindicato dos Jornalistas do Maranhão
Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso
Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso do Sul
Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais
Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas do Pará
Sindicato dos Jornalistas da Paraíba
Sindicato dos Jornalistas do Paraná
Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco
Sindicato dos Jornalistas do Piauí
Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte
Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul
Sindicato dos Jornalistas de Rondônia
Sindicato dos Jornalistas de Roraima
Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina
Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
Sindicato dos Jornalistas de Sergipe
Sindicato dos Jornalistas de Tocantins”

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

I Fórum dos Jornalistas do Sul RJ

Programação Completa

Dias 5 e 6 de outubro de 2007
Local: Sest/Senat de Barra Mansa (Via Sérgio Braga – Barbará)


Dia 5 – sexta-feira

18h – Credenciamento

18h45h
– Formação da mesa

19h – ABERTURA DO FÓRUM: Prefeito, Presidente Câmara, Deputados(as) , Coordenadoras dos Cursos de Comunicação, Fenaj, FNPJ, Movimento Luta Fenaj!, Sindicato dos Jornalistas do Estado do RJ, SJPMRJ, Movimento Luta Jornalista Sul-RJ!

Mediadora:
Madá – assessora de comunicação da Câmara Municipal de Resende

19h30 – Palestra de Abertura: COMUNICAÇÃO: DEMOCRATIZAÇÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS

Convidado:
Gustavo Gindre – Jornalista, mestre em Comunicação e membro do Coletivo Intervozes

20h30 – Debate

21h15 - ATO EM DEFESA DA TRANSPARÊNCIA NAS CONCESSÕES DE RÁDIO E TV

21h30 – RELANÇAMENTO DO PRÊMIO ACIAP-VR DE JORNALISMO VALÉRIA GALVÃO

21h45 – Coquetel com Exposição de charges e caricaturas de Clovis Lima


Dia 6 – sábado

8h30 às 9h30
– 1º Painel: ORGANIZAÇÃO SINDICAL DOS JORNALISTAS

Palestrantes: Suzana Tatagiba (Vice-presidente da Região Sudeste da Fenaj), Ernesto Viana (Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro), Bia Barbosa (Movimento Luta Fenaj!-SP), Suzana Blass (SJPMRJ) e representante do Movimento Luta Jornalista! Sul-RJ

Mediador: Álvaro Britto – jornalista do Incra e professor do UBM

9h30 às 10h15 – Debate

10h15
- ATO DE FILIAÇÃO AO SINDICATO DOS JORNALISTAS DO ESTADO DO RJ

10h30 às 11h30 – 2º Painel: O JORNALISMO ESPORTIVO NO BRASIL

Palestrantes: Oscar Nora (Rádio Sul Fluminense AM), Rafael Henzel (TV Rio Sul e Sportv) e Gustavo Henrique de Souza (assessor de imprensa do Voltaço)

Mediador: Marcelo Almeida – Jornalista e radialista

11h30 às 12h15 - Debate

12h15 às 13h45
– Almoço

13h45 às 14h45 – 3º Painel: A RESPONSABILIDADE SOCIAL NO JORNALISMO

Palestrantes:
Francisco Paulo (UFRRJ) e Evandro Ouriques (UFRJ)

Mediador: Márcia Chaves – jornalista da Prefeitura Municipal de Resende.

14h45 às 15h30
- Debate

15h45 às 16h45
– 4º Painel – MÍDIA E POLÍTICA

Palestrantes: Sérgio Boechat (consultor político); Paulo Roberto Figueira Leal (UFJF) e Dalila de Britto Ferreira (Rio-Previdência)

Mediador: Thaís Torres – jornalista da Prefeitura Municipal de Resende.

16h45 às 17h30 - Debate

17h30 – PLENÁRIA FINAL: Aprovação da Carta de Barra Mansa, Moções e sede do II Fórum

18h - Encerramento e entrega dos certificados


Realização: Movimento Luta, Jornalista do Sul-RJ! e Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do RJ

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

I Fórum dos Jornalistas do Sul RJ



Thereza Gerhard

O I Fórum dos Jornalistas do Sul do Estado do Rio de Janeiro será realizado dias 5 e 6 de outubro, no Sest/Senat de Barra Mansa. Haverá palestras sobre temas atuais sucedidas sempre por um debate e os participantes ganharão certificados no último dia. O Fórum será organizado pelo movimento Luta Jornalista do Sul-RJ, encabeçado pelos jornalistas Álvaro Brito e Maria Madalena, e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio. O evento será gratuito.

O Fórum tem o objetivo de fortalecer a organização sindical dos jornalistas da região e, segundo Álvaro Britto, reconhecer o Sindicato do Estado do Rio de Janeiro como legal e legítimo representante dos profissionais do interior do estado. “É importante que os futuros profissionais comecem a participar destes debates. São momentos muito ricos de trocas de experiências”, ressalta.

Na sexta-feira, dia 5, a abertura do Fórum terá a participação de sindicalistas, coordenadores de Cursos de Comunicação, membros da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e de movimentos como Luta Fenaj! e Luta Jornalista Sul-RJ! Durante o evento será realizado um ato em defesa da transparência nas concessões de rádio e televisão. Logo após, será relançado o prêmio ACIAP-VR de Jornalismo - Valéria Galvão.

No sábado, dia 6, haverá um ato de filiação ao sindicato dos jornalistas fluminenses. A plenária final aprovará a Carta de Barra Mansa e moções e também decidirá a sede do II Fórum. O encerramento e a entrega dos certificados serão às 18h.

A iniciativa de realização do I Fórum dos Jornalistas do Sul do estado foi aprovado no Congresso Extraordinário dos Jornalistas realizado em Vitória no começo do mês passado.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Novo Código de Ética dos Jornalistas



Thereza Gerhard


O Novo Código de Ética Profissional dos Jornalistas foi debatido e votado durante o Congresso Extraordinário dos Jornalistas, promovido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Espírito Santo.

Pouco mais de 100 jornalistas e estudantes representaram 20 estados brasileiros no encontro, realizado em Vitória no início do mês. Da região Sul Fluminense participaram o professor e jornalista Álvaro Britto, como observador, e a jornalista e assessora de Imprensa da Câmara de Vereadores de Resende, Maria Madelena, como delegada do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio.

A atualização do Código reafirma a função social dos jornalistas de oferecerem informação de qualidade, plural, responsável, ética e voltada ao interesse público. O prazo para a finalização do texto do novo código terminaria no final do mês de agosto. O documento será publicado pela Fenaj, para ampla divulgação em todo o país. Vale lembrar, que o antigo Código de Ética está em vigor desde 1987.


Modificações principais

– Confirma o dever de compromisso com a veracidade dos fatos, já previsto no antigo Código. O jornalista não pode deturpar informações ou declarações das fontes;
– estabelece que o jornalista deve respeitar os direitos das minorias;
– combate a atual disposição dos jornalistas de denunciar, punir ou julgar pessoas publicamente sem provas ou direito de resposta. O artigo visa lembrar que os jornalistas não estão acima da lei;
– adota a cláusula de consciência, segundo a qual, o jornalista poderá se recusar a executar pauta que entre em conflito com princípios do Código ou agrida as convicções do profissional. Porém, isto não pode ser usado como argumento ou desculpa para o jornalista deixar de ouvir pessoas com opiniões contrárias às dele;
– determina a obrigação do jornalista de informar claramente à sociedade quando uma matéria tiver caráter publicitário ou quando utilizar recursos que modifiquem imagens originais, como a fotomontagem;
– regulamenta, também, que o profissional não pode divulgar informações obtidas de maneira inadequada, como o uso de câmeras escondidas, identidades falsas ou microfones ocultos, a não ser se houver exigência de esclarecimento de informações relevantes para o interesse público, e desde que esgotados outros meios convencionais de apuração.

Além desses pontos, alguns outros assuntos estiveram em debate como o assédio moral e sexual e o limite entre o assessor de imprensa e o jornalista da redação. Apesar do esforço da Fenaj para criar novos parâmetros éticos para o jornalismo, o novo código não tem o poder de cassar diplomas. As penas são de efeito moral.

No site da Fenaj, pode-se encontrar a proposta de atualização do código de ética.