terça-feira, 8 de abril de 2008

Aluna do 1º Período pratica pirofagia em Resende


Yaciara Nicolau

Mariana Bossan, 20 anos, é aluna do 1º Período do curso de Comunicação Social. Divide seu tempo entre três empregos, além das aulas. O dia se torna curto para ela, em razão das tantas atividades que pratica. Como se não bastasse, a estudante ainda se apresenta com malabares e pirofagia (cospe fogo, como espetáculos circenses), uma atividade pouco comum. As apresentações começaram no ano passado, quando entrou para “Oficina de Idéias” (em Resende), em um trabalho voluntário promovido pela Fundação Casa de Cultura local.

Mariana praticando pirofagia

Mariana conta que os pais ficaram um tanto assustados, quando começou a se encantar pela pirofagia. Mas, com o tempo, perceberam que não era perigoso. ”Nunca me feri. Tive aulas com um profissional treinado, que me ensinou algumas técnicas”, diz ela.


Durante o dia, a estudante ainda trabalha como professora particular de inglês e, nos finais de semana, como recepcionista. Para os estudos, ela utiliza as madrugadas, depois que chega da faculdade. O interesse pelo curso de Comunicação começou quando ainda estava na 8ª série do Ensino Médio. A princípio, pretendia fazer, especificamente, Produção Editorial. Porém, agora, ela se diz mais inclinada para o Jornalismo.


Segundo Mariana, o trabalho com a pirofagia chama muita a atenção dos jovens. Por isto, mesmo depois de formada, ela não pretende abandonar tal atividade.

Mariana durante apresentação

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Dia do Jornalismo é comemorado hoje

Paola Fajonni

Hoje é comemorado o dia do jornalismo. A data, frequentemente confundida como dia do jornalista, em 29 de janeiro, é festejada junto com o aniversário de cem anos da fundação da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Apesar de ser uma data festiva, não há muito o que celebrar, de acordo como jornalista e professor Álvaro Britto. Segundo ele, deve-se lamentar, tendo em vista os últimos acontecimentos, como a recente demissão de Paulo Henrique Amorim do Portal IG e a morte de Sérgio de Souza (em 25 de março), um dos fundadores da revista Caros Amigos.

Com relação à alteração da Lei de Imprensa, a jornalista Flávia Resende, editora da Folha do Interior, diz que é favorável. "A suspensão de alguns artigos foi uma boa mudança. A Lei era antiga, criada no perído militar, onde havia a questão de sempre preservar a informação a favor do poder da época. Mas ainda há muita coisa para ser discutida sobre isso", salienta.

O jornalismo é uma área onde se manter bem informado é essencial, pois só assim é possível informar aos outros. para a jornalista Madalena Venâncio, editora do jornal A Voz da Cidade, jornalismo é também "trabalhar para o próximo". A pesar de, às vezes, ter que lidar com situações desagradáveis como morte e violência, ela dis gostar da profissão. "Você escreve para um público, divulgando informações. Isso é doar seu trabalho", comenta, parecendo satisfeita em manter as pessoas atualizadas sobre os acontecimentos.

Apesar de ser uma atividade em que o profissional geralmente passa despercebido, o jornalismo desperta grande interesse. Hoje, segundo o MEC, há cerca de 356 cursos de graduação na área, em todo o Brasil. E o número cresce a cada ano. Talvez com isso, algum dia, um feriado seja declarado em 7 de abril.

Confira agora, na íntegra, o comunicado que entidades ligadas à imprensa divulgaram hoje.

“Hoje nós somos a pauta, em defesa da liberdade de imprensa e da democracia na comunicação

Conscientes da sua função social, na qual se destaca a responsabilidade de defender o direito do cidadão à informação de qualidade, ética, plural e democrática, os jornalistas brasileiros comemoram o 7 de abril reafirmando as grandes lutas que, ultimamente, têm marcado a nossa pauta: a exigência de uma nova Lei de Imprensa e do fim da violência e ataques contra as liberdades de expressão, do jornalismo e dos jornalistas; a construção de uma Conferência Nacional de Comunicação com participação da sociedade; a garantia das conquistas da categoria e o avanço na valorização da profissão.

Ratificamos a necessidade imperiosa de uma nova Lei de Imprensa em substituição a um dos entulhos da ditadura, a Lei 5.250 que já existe há 40 anos e além de ultrapassada, não atende aos interesses do jornalismo, da categoria e da sociedade. A FENAJ e seus 31 Sindicatos filiados defendem a imediata aprovação do PL 3.232/92, o chamado substitutivo Vilmar Rocha, que dorme na Câmara dos Deputados há mais de 10 anos, pronto para a votação em plenário desde agosto de 1997.

Conclamamos outras entidades representativas da sociedade e a categoria dos jornalistas como um todo para aderirem à campanha que a Federação e os Sindicatos dos Jornalistas já desenvolvem, com o objetivo de sensibilizar o Congresso Nacional e os parlamentares federais em cada estado para a urgência de revogar a lei atual e substituí-la por uma nova e democrática Lei de Imprensa.

Acreditamos que a aprovação desta nova Lei faz parte das nossas lutas-maiores pela liberdade de imprensa e democracia na comunicação no Brasil, que vêm sofrendo ataques através das mais diversas formas de violência contra o jornalismo e os jornalistas: censuras e cerceamentos econômicos, políticos, sociais e morais externos ou pelos patrões, intimidações, perseguições, assédios judiciais, agressões verbais e físicas por agentes públicos e privados descontentes com a cobertura jornalística sobre seus atos e interesses.

Reafirmamos que igualmente é nossa tarefa cotidiana - e na qual também colocamos imenso empenho - construir a realização de uma Conferência Nacional de Comunicação ampla, democrática, com efetiva interferência da população brasileira. Uma Conferência que envolva representação da sociedade civil, do governo e do empresariado, com três eixos temáticos: meios de comunicação, cadeia produtiva e sistemas de comunicação.

Neste 2008, quando celebramos 200 anos de imprensa no Brasil, 70 anos da nossa primeira regulamentação profissional, 100 anos de fundação da ABI e 90 anos do primeiro congresso nacional da categoria, também assinalamos como agenda diária dos jornalistas a denúncia do arrocho salarial, do desemprego e da precarização das relações trabalhistas e a reivindicação de melhores condições de trabalho. Com o mesmo peso, pautamos a defesa da obrigatoriedade da formação universitária especifica, um dos pilares da nossa regulamentação, e da constituição de um Conselho Federal dos Jornalistas que, como os demais conselhos profissionais existentes no país, garanta à nossa categoria a auto-regulação da profissão.

A FENAJ e seus Sindicatos, neste 7 de abril de 2008, nosso Dia, parabenizam os jornalistas do Brasil - profissionais e professores -, além dos estudantes de jornalismo. Celebramos com vocês e com a sociedade, cujo direito à informação é a razão maior das nossas grandes e pequenas lutas, as vitórias já alcançadas ao longo destes 200 anos de imprensa no país. Ao mesmo tempo, fazemos uma convocação: pelo papel social desempenhado pelo jornalismo e jornalistas, continuemos firmes nas batalhas pelo fortalecimento e valorização da profissão, pela liberdade de imprensa e democracia na comunicação.

Brasília, 7 de abril de 2008.

FENAJ Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicato dos Jornalistas do Acre
Sindicato dos Jornalistas de Alagoas
Sindicato dos Jornalistas do Amapá
Sindicato dos Jornalistas do Amazonas
Sindicato dos Jornalistas da Bahia
Sindicato dos Jornalistas do Ceará
Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal
Sindicato dos Jornalistas de Dourados
Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo
Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas de Goiás
Sindicato dos Jornalistas de Juiz de Fora
Sindicato dos Jornalistas de Londrina
Sindicato dos Jornalistas do Maranhão
Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso
Sindicato dos Jornalistas do Mato Grosso do Sul
Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais
Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas do Pará
Sindicato dos Jornalistas da Paraíba
Sindicato dos Jornalistas do Paraná
Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco
Sindicato dos Jornalistas do Piauí
Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte
Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul
Sindicato dos Jornalistas de Rondônia
Sindicato dos Jornalistas de Roraima
Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina
Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
Sindicato dos Jornalistas de Sergipe
Sindicato dos Jornalistas de Tocantins”

terça-feira, 18 de março de 2008

Sindicato dos Jornalistas terá eleições no segundo semestre

Órgão deverá contar com representantes do Sul do Estado

Patrícia Rapôso

As eleições do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro (SJPRJ) estão previstas para o segundo semestre de 2008, segundo dirigentes do órgão. A atual diretoria do Sindicato, cujo presidente é o jornalista Ernesto Viana, mostra claro interesse de que haja uma chapa para representar o Sul do Estado na votação.

Desde o ano passado, durante o I Fórum dos Jornalistas do Sul – RJ, existe uma campanha a favor da sindicalização, que tem por objetivo fazer com que os jornalistas da região se filiem ao sindicato. Desde então, existem 25 conveniados.

Até o momento não há nenhuma chapa da região inscrita. Mas hoje, 4ª feira, será realizada em Niterói, uma reunião com alguns representantes da categoria, juntamente com a diretoria do SJPRJ, para discutir as propostas.

Além da campanha da sindicalização, vale lembrar, também, sobre a importância de o jornalista adquirir o seu registro profissional, através do próprio sindicato ou, então, no Ministério do Trabalho. Esse serviço é realizado gratuitamente.

Segundo o jornalista Álvaro Britto, fazer parte do sindicato é de grande importância para a classe. “O fundamental é que os profissionais do Sul do estado se sindicalizem. É através dele que a classe terá estrutura e força política para reivindicar melhoras como, por exemplo, o cumprimento dos preços tabelados para os serviços prestados por jornalistas ”, explica.

Ainda de acordo com Álvaro, existe a vontade de se aproximar o sindicato das faculdades de Jornalismo da região. “Nós temos a proposta de fazer os Pré-Sindicatos dos estudantes, como acontece na cidade do Rio de Janeiro. Os universitários pagam uma taxa menor e têm muitos benefícios, entre eles, o plano de saúde”, comenta.

É importante, também, que os estudantes participem dos eventos promovidos pela categoria, para fazerem oficinas e ficarem a par dos assuntos que estão em pauta no ambiente jornalístico.

O que é preciso para se sindicalizar?

Para se sindicalizar é imprescindível possuir o registro profissional. Também é necessário estar com a carteira de identidade, CPF, carteira profissional e duas fotos 3x4 em mãos.
A primeira taxa cobrada é no valor de 40 reais, já incluído a quantia de 10 reais da primeira mensalidade.

Os interessados devem procurar a sede do sindicato. Ela fica na rua Saldanha Marinho, nº 217, em Niterói, próximo à rodoviária.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Novos Colaboradores

A partir dessa semana, a AGEXP passou a contar com a ajuda de novas colaboradoras para a área de Jornalismo. Ana Cláudia, Gabriela, Mayara, Paola e Yaciara já começaram a realizar trabalhos na agência do curso, fazendo matérias para o informativo Entrelinhas, Jornal Mural e atualizando o material do Mural do Aluno, no site http://www.ubm.br.

Egresso do UBM garante vaga no grupo Estadão

Patrícia Rapôso
Jornal da Tarde (do grupo Estadão), um dos principais órgãos de imprensa de São Paulo, contará com mais um ex-aluno do UBM. A primeira foi Jussara Soares, formada em 2002. Agora, chegou a vez de Felipe Branco Cruz, formado em 2006 e que, a partir de sexta feira, começa a fazer parte da equipe de reportagem do jornal.
O ex-aluno redigirá matérias para o caderno de Variedades. Segundo ele, tal chance será grandiosa em sua carreira. “Estou muito feliz com esta oportunidade porque, nesta editoria, espero poder contar boas histórias através do meu trabalho”, diz.

Felipe iniciou no grupo Estadão em 2007, ao participar do Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado, realizado pelo jornal. Ao tomar conhecimento do curso, graças a um cartaz afixado no 4º andar do prédio 5, o ex-aluno resolveu se inscrever. Depois fez as provas, concorrendo com 2.227 inscritos, e garantiu uma das 30 vagas que foram disputadas por focas de todo o Brasil.

Felipe ficou entre os dez mais bem classificados no Curso


Durante o curso, o ex-aluno tinha aulas todos os dias sobre assuntos pertinentes ao jornalismo como Português e Política. Segundo Felipe, os professores eram exigentes em relação à leitura: “Um deles contou que, para se escrever bem, a pessoa deve ler, no mínimo, cem páginas de livros por dia ou, então, um metro de livro por ano”.

O grupo Estadão ofereceu, inicialmente, dez oportunidades de emprego para os primeiros colocados no Curso Intensivo. O processo de seleção é realizado anualmente.

sábado, 8 de março de 2008

Dia Internacional da Mulher

A comemoração de anos de luta e conquistas

Há 151 anos, operárias de uma fábrica de tecidos localizada em Nova Iorque, nos Estados Unidos, entraram em greve para reivindicar mudanças na carga horária diária, melhores condições de trabalho e equiparação de salário. No entanto, esta manifestação foi reprimida com violência por policiais e donos da fábrica. As trabalhadoras foram trancadas no local, que foi incendiado. Cerca de 130 tecelãs morreram, num ato desumano e desnecessário.

Em 1910 foi determinado, durante a II Conferência Internacional das Mulheres, realizada na Dinamarca, que o dia 8 de março seria o Dia Internacional da Mulher, em homenagem às operárias que haviam morrido. Mas, apenas em 1975, a data foi oficializada pela ONU por meio de um decreto. Tal data não é apenas um dia de lembranças, mas também uma forma de voltar pensamento social para as questões que se referem ao preconceito e desvalorização da mulher.

A imagem feminina sofreu uma constante evolução com o passar dos séculos. Em algumas tribos, na pré-história, elas eram vistas côo formas de divindades, pelo simples fato de conseguirem procriar. Naquela época, era ignorada a forma de geração e concepção de um feto. Também, no sul da Índia, escrituras datadas de 1148 revelam que, no estado de Karnakata, as mulheres administravam vilarejos e lideravam instituições religiosas. Essa situação começou a se inverter quando os homens tomaram conhecimento de sua participação essencial na procriação. Isso resultou na posição inferior que a mulher passou a ter em relação aos homens.

Durante muitos anos sendo educada para o casamento e exercendo os papéis de cuidar do esposo e educar os filhos, a mulher viveu um período de “privação”. Como a base familiar era explicitamente patriarcal, ela ficava à mercê das vontades do marido.

Tal condição começou a mudar novamente. Um dos motivos foi quando, na segunda metade do século XX, deu início uma eclosão de movimentos feministas. As mulheres buscaram sua independência e estão, cada vez mais, vivendo de forma atuante na sociedade. Em duas unidades da federação, elas já têm salários mais altos. No Distrito Federal, o salário feminino é, em média, 1,3% a mais que dos homens. Já no Amapá, essa diferença aumenta para 2,3%.

É importante lembrar que, apesar da crescente busca por igualdade de direitos, em muitos países do Oriente uma quantidade expressiva de mulheres continuam dedicando o tempo à casa e família por ser uma questão cultural fortemente enraizada.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Prova para colaborador será amanhã, dia 4

Patrícia Rapôso

A Agência Experimental do Curso de Comunicação Social - AGEXP, criada em 2002, vai fazer o primeiro processo seletivo de 2008 para colaboradores. Os estudantes interessados poderão se inscrever Jornalismo, Publicidade e Propaganda ou Relações Públicas. A prova será realizada amanhã, dia 4 de março, às 16h15 na sala 409 do prédio 5. Os alunos deverão comparecer com um currículo em mãos.

O objetivo da AGEXP é preparar o aluno para o mercado de trabalho, proporcionando atividades práticas nas três áreas. Ele também poderá adquirir conhecimento e experiências necessárias para iniciar a carreira e administrar as situações diárias, além dos problemas que poderão surgir. Segundo o professor-orientador de Publicidade e Propaganda, Afrânio Moutinho, outro ponto importante é ter um docente para orientar as atividades exercidas. “O aluno que quiser colaborar não precisa ter um grande conhecimento porque haverá o professor para ensinar e tirar dúvidas”, enfatiza.

Vale lembrar também que a AGEXP possibilita que o universitário chegue mais cedo ao mercado. Ainda de acordo com Afrânio, “a agência abre portas para o aluno. Muitas vezes somos procurados por empresas de fora para fazermos alguma indicação para estágio. Quando temos alguém colaborando aqui, tal indicação se torna mais fácil e rápida, já que houve a possibilidade de conhecer previamente o trabalho do aluno”, explica.

A seleção de amanhã escolherá acadêmicos das três habilitações e alunos de todos os períodos poderão fazer a prova. Ser colaborador garante ao aluno horas de atividade complementar. Os dias e horários de trabalho serão combinados com os professores, para que não prejudique alguma outra atividade desenvolvida pelo aluno.

Requisitos

Para colaborar na área de Jornalismo, o aluno deverá ter conhecimentos básicos em informática. Os participantes da prova irão realizar uma entrevista coletiva e, logo após, redigir uma matéria sobre o entrevistado.

Os candidatos de Publicidade devem possuir noções básicas dos programas Corel Draw e Photoshop, ser criativos, além de saber trabalhar em equipe.

Na área de Relações Públicas o candidato deverá fazer uma redação e uma entrevista com a professora-orientadora Florência Cruz.